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O Operário foi a grande surpresa do campeonato brasileiro em 1977, sem esquecer do Londrina do Paraná. Sessenta e duas equipes participaram da competição início em 15 de outubro de 1977 e término no dia 05 de março de 1978. A novidade no Brasileirão foi a pontuação: vitória por três gols ou mais passou a valer três pontos.
Assim, o Operário foi eliminando clubes de maior expressão no cenário nacional: Coritiba, Fluminense, Santa Cruz e o todo poderoso Palmeiras. Nas duas primeiras fases, realizadas de outubro a dezembro de 77, empatou sem gols com o Internacional e Grêmio de Maringá. Ganhou do Juventude por 1 a 0, do Dom Bosco por 3 a 1, Joinville por 2 a 0, Coritiba e Avai por 1 a 0, empatou em 3 a 3 com o Caxias e Grêmio no fim da primeira fase, classificando para a seguinte na terceira colocação com 14 pontos.
Na segunda fase, empatou sem gols com o Botafogo de São Paulo, venceu o Fluminense por 2 a 1, empatou com Botafogo do Rio de Janeiro em 1 a 1 e venceu o CSA de Alagoas por 2 a 0, classificando em segundo lugar com 6 pontos.
Na fase final, já no início de 78, no dia 01 de fevereiro o galo empatou sem gols com o Santa Cruz, goleou o Desportiva do Espírito Santo por 5 a 0, derrotou o América do Rio de Janeiro por 2 a 0 e foi derrotado pelo Remo do Pará por 2 a 0. Dois dias depois no dia 22/02/78 venceu o poderoso Palmeiras por 2 a 0 e se classificou para a semifinal da competição encarando o São Paulo.
Na primeira partida perdeu de 3 a 0 no Morumbi, já na partida decisiva, venceu por 1 a 0 no Morenão, no dia 01 de março, mas não conseguiu a classificação para a final pelo saldo de gols.
Os artilheiros do clube foram: Roberto César com 08 gols, Everaldo com 07, Tadeu Santos com 06, Peri com 03 e Cuca e Marinho com 02 gols cada. Foram utilizados 22 jogadores comandados pelo técnico Carlos Castilho: os goleiros Manga, Zé Luis e Rui; e os seguintes atletas: Paulinho, Nelson, Silveira, Escurinho, Edson, Dito Cola, Marinho, Tadeu, Everaldo, Peri, Roberto César, Cuca, Da Silva, Biluca, Nenê, Traira, Dante, Ze Coco e Elcio.
O goleiro Manga ganhou a Bola de Prata da Revista Placar em 1977, jogando pelo Operário. Ao lado do Londrina, o Operário foi o primeiro time do interior do Brasil a afrontar os grandes do eixo Rio-SP. Até 1977, nenhum time de cidade pequena, Campo Grande tinha 150 mil habitantes, e que não fosse de Capital, havia chegado às semifinais do Brasileirão.
Show de Bola Comunicação e Marketing
14/08/2008
::: GALO NOTÍCIAS ::: Fonte: http://www.operariofutebolclubems.com.br/?incl=noticias¬id=456
Operário Futebol Clube foi fundado em 21 de agosto de 1938 por operários da construção civil liderados pelo pintor Plínio Bittencourt. O clube se profissionalizou apenas na década de 70. No fim dos anos 70 e início dos anos 80, o Operário fez boas campanhas no Campeonato Brasileiro.
Tricampeão mato-grossense, 76/77 e 78, o clube seguiu com sua hegemonia estadual quando Mato Grosso do Sul foi criado.
No Campeonato Brasileiro de 1977, dirigido por Castilho, realizou uma das melhores campanhas de um clube do Centro-Oeste na história do Campeonato Brasileiro: terceiro lugar na classificação final. Com o goleiro Manga, o time despachou grandes equipes como o Fluminense, Botafogo, Internacional e o todo poderoso Palmeiras.
Nas semifinais, enfrentou o São Paulo. O jogo de ida foi fora de casa, onde foi derrotado pelo tricolor paulista, quando 103.092 pessoas lotaram o Morumbi, batendo o recorde de público em jogos do São Paulo em campeonatos brasileiros, que persiste até hoje. Segurou o 0 x 0 até os 32 minutos do segundo tempo, quando Serginho Chulapa abriu o placar. Depois, nos minutos finais, tomou mais dois gols. Chegou avencer o São Paulo no jogo de volta, em Campo Grande, por 1 x 0, mas foi eliminado da competição no saldo de gols. O gol foi marcado por Tadeu Santos.
Em 1979 e em 1981, foi, respectivamente, o quinto e sétimo colocado no Brasileirão. Em 1981, sagrou-se tricampeão sul-mato-grossense. O primeiro título internacional veio em 1982, quando o Operário venceu o Bayern de Munique na President Cup, disputada na Coréia do Sul, o título mais importante da história do Clube.
A partir de 1987, com a criação do Clube dos 13, equipes de porte médio, como o Operário, ficaram de fora da elite do futebol nacional. Ai começava a decadência do clube que chegou a perder a sede administrativa da Av. Bandeirantes por causa de dívidas.
Em 1996 o time venceu o Comercial na final do campeonato estadual por1 a 0 e teve repercussão nacional com o gol de Valdir selecionado como gol do Fantástico da Rede Globo de Televisão.
Hoje tenta se reerguer e tem como objetivo voltar a elite do futebol nacional. Muitos ídolos fizeram história no Operário como o goleiro Manga que atuou no Botafogo, Internacional e na Seleção Brasileira, Arturzinho que jogou no Corinthians e Vitória, Luis Carlos, que jogou no Flamengo e na Seleção Brasileira, Adir, Baianinho, Biluca, Escurinho, Tadeu Santos, Roberto Cesar, Peri, Lima, além do técnico Carlos Castilho,que quando jogador, foi o que mais atuou na história do Fluminense, dentre outros grandes craques do nosso futebol.
O Operário é o detentor da maior goleada dos campeonatos estaduais do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Em 1978, ainda pelo campeonato mato-grossense, venceu o Barra do Garças por 13 a 0 e, em 1980, pelo sul-mato-grossense, venceu o Taveirópolis por 11×0.
No ano passado, pelo campeonato estadual, o centroavante Sérgio Ferraz, conhecido por Serginho, marcou 22 gols em 21 jogos, estabelecendo o novo recorde de gols em campeonatos estaduais, antes pertencente a Lima (Operário FC) na década de 1980, com 20 gols. Em 2008, esse número foi alcançado pelo atacante Pablo do Ivinhema.
Show de Bola Comunicação e Marketing
14/08/2008